Como internar uma pessoa viciada em drogas?

Um dos maiores medos de uma família é precisar aprender como internar uma pessoa viciada em drogas, especialmente se essa pessoa for um filho. No entanto, por mais que tentemos evitar a situação, às vezes não é possível fazer isso e a pessoa acaba se envolvendo com essa situação e se torna um dependente químico. Nesse caso, a única coisa a fazer é buscar ajuda profissional.

De acordo com uma pesquisa da Fiocruz, o consumo de substâncias no Brasil é alto e, inclusive, muitas pessoas cumprem os requisitos para ser consideradas dependentes químicos, ainda que não estejam em tratamento médico no momento. Para se ter uma ideia, o Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína no mundo, mesmo sendo um dos maiores exportadores também (a droga passa pelo nosso país para chegar ao mercado internacional).

Se você se preocupa com alguma pessoa em específico na sua família, precisa aprender como internar uma pessoa viciada em drogas. Quer aprender? Então siga a leitura do artigo abaixo!

Como internar uma pessoa viciada em drogas?

como internar uma pessoa

Identifique os sinais de dependência química

Se você pretende usar a lei nº 10.216/01, que é a legislação que permite que a família possa internar a pessoa em uma clínica especializada mesmo que ela não queira, é preciso ter certeza da situação e sua gravidade.

Isso significa conseguir identificar os sinais de dependência química na pessoa, especialmente para conseguir comprovar essa necessidade judicialmente e poder obter a aprovação de um juiz para a internação.

Existem muitos sinais de que a dependência química está vencendo a luta contra o seu amigo ou familiar. Veja algumas abaixo:

  • falta de cuidados pessoais (escovar os dentes, se alimentar direito, tomar banho);

  • rotina mudada (vai dormir em horários diferentes, se atrasa para o trabalho, nunca está em casa);

  • não consegue olhar nos olhos ao conversar com as pessoas;

  • fica irritadiço e agressivo;

  • conta mentiras com mais frequência;

  • emagrecimento fora do comum;

  • ficar dias fora de casa.

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Analise as melhores opções para o seu caso

como internar uma pessoa

Se confirmar que a pessoa está dependente mesmo, é importante avaliar as opções da família nesse caso. Basicamente, existem dois caminhos a seguir:

  • buscar conversar com a pessoa e tentar a internação voluntária;

  • entrar judicialmente para solicitar a internação compulsória.

No primeiro caso, a pessoa pode não aceitar e fica mais difícil de entrar em contato com ela. No longo prazo, ela ficará contente de ter tido essa oportunidade, mas no curto prazo, ficará com raiva e mágoa da família.

No segundo caso, a pessoa ficará com mágoa e raiva no curto prazo e muito provavelmente no longo prazo também. Ainda assim, será mais fácil de conseguir colocá-la na clínica com o apoio judicial, o que pode ser essencial para salvá-la.

Se for necessário, busque ajuda para internação compulsória

Se você decidir optar pela alternativa da internação compulsória, será necessário investir em apoio judicial para isso. Apesar de existir uma lei que permite a internação compulsória sem ordem judicial, o ideal é fazer o procedimento jurídico. Isso exige a presença de um advogado para poder comunicar com o juiz e explicar os detalhes do caso, além de garantir a integridade do familiar internado.

Escolha uma boa clínica que preste suporte

Antes de solicitar a internação compulsória, é necessário já ter uma clínica de reabilitação confirmada para poder receber o dependente químico. Isso é necessário para não perder tempo em tratar a pessoa.

Na hora de escolher a clínica, analise com muito cuidado as suas opções para poder escolher uma empresa de confiança. Isso porque a qualidade do tratamento oferecido pela clínica tem tudo a ver com a taxa de recaída do lugar e dá mais ou menos chances para o dependente conseguir vencer essa doença.

É claro que a clínica ideal é aquela que a família pode pagar, mas é importante encontrar um lugar que ofereça não só os cuidados médicos para esse momento, mas também uma terapia para ajudar a pessoa a passar pela situação, por exemplo.

Acompanhe todo o caso para incentivar a recuperação

Por fim, pense sempre que não basta internar a pessoa na clínica para poder ajudá-la. É essencial acompanhar o caso para que ela não se sinta sozinha e tenha uma recaída. O acompanhamento pós-reabilitação é mais importante do que a reabilitação em si, pois é justamente nos primeiros dias e semanas fora da clínica que a pessoa tem mais chances de recair. Quanto mais apoio ela tiver, menores as chances de voltar a se drogar.

E aí, aprendeu como internar uma pessoa viciada em drogas? Sabendo desse tipo de informação, você já poderá ajudar a proteger pessoas que são importantes na sua vida, caso elas estejam com problemas com substâncias químicas. Lembre-se de que a internação compulsória é sim uma opção, mas talvez não seja a melhor por causa do trauma que isso pode causar na pessoa, prejudicando sua recuperação.

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Analice

Analice Gomes é redatora, blogueira e estudante de moda. Adora ler e viajar e vive compartilhando dicas e toques legais com vocês aqui no Comofazer.etc.br

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